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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O LADO DESCONHECIDO DA REDE GLOBO



Segue na integra a matéria de capa da edição de número 911 da Folha Universal intitulada: “Como a Família Marinho destrói o Brasil”. A Revista Época, do grupo Globo também publicou uma matéria de capa sobre a Igreja Universal, você pode ler clicando aqui.



As relações entre as “Organizações Globo” e o poder público, desde a fundação da empresa até hoje, já renderam muito ao império dos Marinho. O uso irregular de espaços públicos virou prática comum na “Rede Globo de Televisão”. Na cidade de São Paulo, metrópole carente de praças, parques e espaços de lazer, um terreno de quase 12 mil metros quadrados numa área nobre da cidade, avaliado em R$ 11,5 milhões, é uma espécie de quintal da “Globo”. O terreno público ao lado do prédio da empresa, na zona sul da capital, foi cercado há 11 anos. Com bosque e pista de cooper, o uso do espaço é restrito aos funcionários da empresa. Um segurança da emissora, entrevistado pelos repórteres da “TV Record”, que foram impedidos de entrar na praça, confirma: só funcionários dos Marinho têm acesso ao local. Depois das denúncias da “Record”, o Governo do Estado resolveu tomar providências. Decretou que a Secretaria de Desenvolvimento vai cuidar do terreno e deve construir ali uma Escola Técnica Estadual (Etec). Os paulistanos agradecem.

No Rio de Janeiro, o Estádio de Remo da Lagoa, na zona sul, pode virar uma produtora de vídeo explorada por uma empresa ligada à família Marinho. Há 12 anos, Alessandro Zelesco, presidente da Federação de Remo do estado, denuncia irregularidades na cessão da área. A fiadora da Glen Entertainments é Paula Marinho de Azevedo, neta de Roberto Marinho, fundador da “TV Globo”. “Existe um acordo que autoriza o uso da área como estúdio”, afirmou Zelesco à “TV Record”. Se esse contrato, que define um prazo de concessão de 10 anos, não for anulado, o Estádio será privatizado. Na zona oeste do Rio, outra denúnica grave de irregularidade imobiliária contra os Marinho: um terreno de 200 mil metros quadrados, de frente para o mar, no Recreio dos Bandeirantes, teria sido ocupado por dois filhos de Roberto. O espaço, que está numa área de proteção ambiental, foi comprado por uma mulher, em 1929. Desde 2002, os herdeiros dela lutam para retomar a propriedade, que nunca foi vendida, mas invadida. Os irmãos Marinho usaram a Dermesil Comércio, Administração e Participação – empresa fantasma – para transferir o terreno para a São Marcos Empreendimentos, que pertencia aos filhos de Roberto Marinho.

Outro terreno, no sul de Minas, está no centro de uma briga judicial que envolve a “TV Globo”, a Prefeitura de Camanducaia e uma família que viu ruir a empresa que construiu com muito esforço. João Godoy, na década de 60, comprou a Remitel, uma retransmissora de tevê. A empresa, além de levar ao sul de Minas os sinais das emissoras “Record” e “Bandeirantes”, comprou um terreno na Pedra de São Domingos, um dos pontos mais altos da região. Durante quase 30 anos, a família investiu e trabalhou na Remitel. Em 1999, entretanto, a empresa foi expulsa do imóvel pela Prefeitura de Camanducaia, que doou o espaço à “TV Sul de Minas Ltda.”, hoje “EPTV”, implantada pela “Rede Globo” e alguns empresários paulistas. No contrato, a “EPTV” poderia usar, por 20 anos, o terreno cedido “em comodato” para a instalação de equipamentos e retransmissão de sinal. O processo de reintegração de posse ainda não foi concluído. Em maio do ano passado, Godoy, que investiu a vida toda na Remitel, morreu pobre, num leito de hospital público. Bruno Godoy, o neto, está indigado.


Crença na impunidade

O envolvimento da “Rede Globo” com o grupo norte-americano “Time Life” foi tema de debates no Congresso brasileiro, na década de 60: os parlamentares consideraram o acordo inconstitucional, mas nada aconteceu. O negócio foi mantido até, anos depois, Roberto Marinho assumir sozinho o controle da emissora. São, portanto, décadas de impunidade em que nenhuma das denúncias apontadas contra a “Globo” são investigadas e nada acontece. Seja sobre as suspeitas graves de manipulação de informação, que pode alterar uma eleição presidencial, até a compra de uma emissora em São Paulo, com a utilização de documentos falsos, ou a ocupação de terrenos que não lhe pertencem.

Uma das fontes de denúncia mais conhecidas é o livro “Afundação Roberto Marinho”, do escritor e ex-auditor fiscal da própria Fundação Roberto Marinho, Romero da Costa Machado. O livro aponta uma série de irregularidades na Fundação e inclusive questiona a a utilização de recursos do Ministério da Educação para a realização dos antigos telecursos. Mas a crítica mais demolidora às “Organizações Globo” está no documentário “Beyond Citizen Kane” (Muito Além do Cidadão Kane), cuja exibição pública no País nunca foi possível, apesar de tentativas em que cópias do filme chegaram a ser apreendidas. O documentário só se popularizou na internet.

Produzido em 1993 pelo “Channel Four”, rede de tevê pública britânica, o documentário expõe toda a influência manipuladora da “Rede Globo”, a começar por suas estreitas ligações com a Ditadura Militar e o poder. Além de tudo o que já é sabido, a produção apresenta histórias nebulosas como um misterioso incêndio nos estúdios da “TV Paulista”.
O pagamento do seguro teria contribuído, segundo o filme, para a expansão da emissora. Outro aspecto curioso, é como a Ditadura cancelou a concessão da “TV Excelsior”, em 1970, única empresa que fazia oposição ao regime e cujo fim também favoreceu o crescimento da “Globo”, de quem era a principal concorrente.

Os supostos investimentos milionários feitos pelo BNDES à “Globocabo” também foram amplamente questionados por parte da imprensa, sem que jamais fossem esclarecidos. Em 2002, porém, a revista “Carta Capital” deu uma capa sobre os empréstimos: “O esquema salva-Globo.” “Esquema” e “escândalo em época eleitoral” foram algumas definições de empresários de comunicação ao negócio, fechado às vésperas das eleições presidenciais para a sucessão de Fernando Henrique Cardoso.


Negociatas por dinheiro

Fraudes, enganações e crimes são rotina na história da Rede Globo. A compra de sua sede, em São Paulo, é uma das maiores maracutaias na história da comunicação no Brasil. Por que ninguém investiga?

A “Rede Globo” costuma ser veemente ao veicular acusações e denúncias de enriquecimento ilícito e supostos crimes de empresas concorrentes. Há décadas, no entanto, casos obscuros que envolvem o império dos Marinho continuam impunes e as investigações são misteriosamente interrompidas. Por que ninguém apura os abusos cometidos pelas “Organizações Globo”? Uma das histórias mais nebulosas que envolvem a emissora carioca é a compra da “TV Paulista”. Na década de 50, Oswaldo Ortiz Monteiro, então o principal acionista da “TV Paulista”, decidiu vender a emissora para o empresário Vitor Costa Petraglia. No papel, porém, a venda nunca se concretizou. Petraglia morreu antes da transferência. Mas o caso tomou outro rumo. Mesmo sem os documentos, o filho de Petraglia vendeu a “TV Paulista” para Roberto Marinho, em 1964. Conforme mostrou o “Repórter Record”, a família de Oswaldo Ortiz Monteiro começou a investigar o caso na década de 90, depois da morte dele, e só conseguiu acesso aos documentos da “Rede Globo” depois de entrar na Justiça. Os documentos passaram pela perícia, e foram verificadas várias falsificações, como o uso de dois nomes no termo de transferência, o uso de assinaturas de pessoas que já haviam morrido no ano em que o contrato foi firmado (ou em procurações falsas) e o uso da mesma máquina de escrever em documentos datados com anos diferentes. De acordo com os exames, as assinaturas foram montadas. Em 2003, dois pareceres do Ministério Público Federal reforçaram as fraudes. Hoje, a ação aguarda julgamento do Superior Tribunal de Justiça, um telebingo promovido pela “TV Globo”, em parceria com o banqueiro Arthur Falk, do Interunion. A história começou em 1993. Os bilhetes eram vendidos em casas lotéricas e nos Correios. Quem comprasse as cartelas concorria a prêmios “milionários” e, depois de um ano, poderia resgatar metade do valor do bilhete, mais juros e correção. A maioria dos apostadores não sabia disso. Depois de um tempo, os prêmios deixaram de ser pagos. Em 2000, Arthur Falk e outros quatro ex-diretores do Papatudo – que chegou a render R$ 400 milhões por ano, de acordo com reportagem publicada em revista que faz parte das “Organizações Globo” – foram presos. O Ministério Público Federal (MPF) os acusou de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro de investidores e emissão e negociação de títulos de capitalização sem lastro, crimes previstos na Lei do Colarinho Branco. “A Globo”, entratanto, sequer foi citada.

A formação da “NET”, conhecida empresa de tevê a cabo, também comprova que o império “Globo” foi construído sob o peso de negociatas suspeitas e transações escusas. O empresário pernambucano Orlando Manfredi e mais cinco sócios eram donos da “Espia Vídeo, Cine, Foto, Som, Ltda.”, detentora do direito de concessão de tevê a cabo na capital e região metropolitana de Pernambuco. Fazia parte do plano de expansão da “NET” comprar pequenas operadoras de tevê a cabo, inclusive a “Espia”, que recebeu uma proposta. Representantes da “NET” se reuniram com os sócios de Manfredi para negociar parte dos direitos, por um valor previamente acertado: US$ 400 mil (R$ 730,8 mil). Manfredi, que foi exluído das negociações, descobriu, depois, que a empresa foi vendida por um valor bem acima do combinado: mais de US$ 2,4 milhões (R$ 3,6 milhões), sem falar de um acordo paralelo, em que os sócios saíram com “empréstimos” suspeitos no valor de US$ 200 mil cada (R$ 365,4 mil). Depois disso, a “Espia” perdeu qualquer direito de tevê a cabo em Recife e região. A concessão passou a pertencer inteiramente à “NET”, que era da “Rede Globo”. Manfredi entrou com processo, que já dura 12 anos e está na fase final. Há a chance de a “NET” perder o direito de tevê a cabo na região.


Raiva dos evangélicos

Sutiã e calcinhas sobre a Bíblia, cristã louca na novela e agora um pastor corrupto numa minissérie. Por que a Globo, que só transmite cerimônias do Vaticano, odeia tanto os evangélicos?

Desespero, medo, pânico de perder a hegemonia. São esses os fatores que motivam a “Rede Globo” a acusar e atacar, constantemente, a “Rede Record”, a Igreja Universal do Reino de Deus e o bispo Edir Macedo. Por consequência, a corporação dos Marinho também não perde nenhuma chance de ridicularizar e criticar os evangélicos, numa demonstração de intolerância religiosa que pode ser mais ou menos explícita. Essa falta de afinidade com o convívio democrático está presente não só nos noticiários como também em minisséries e novelas. É fato que a “Rede Globo” tem o monopólio na televisão cada vez mais ameaçado pelo crescimento da “Rede Record”. Para citar só um exemplo, o reality show “A Fazenda”, da “Rede Record”, por várias vezes, esteve na liderança em relação à emissora dos Marinho, mantendo diferenças de 3, 4 e até 5 pontos. A metralhadora de acusações e denúncias se vira contra a IURD e a “Record” justamente no momento em que a empresa se prepara para lançar o portal de internet “R7”, que competirá diretamente com sites do grupo “Globo”. Toda vez que a “Rede Record” investe num novo projeto, os concorrentes abrem enormes espaços nas grades de programação e nas páginas de jornais para atacar a Igreja Universal. Nada é por acaso.

As críticas contra os evangélicos, entretanto, são feitas pela “TV Globo” de forma constante. Alinhada à Igreja Católica sem, no entanto, admitir essa posição, a emissora dos Marinho coloca missas no ar, faz megacoberturas de eventos do Papa, apoia e promove shows de padres católicos. No campo da ficção, somam-se evidentes exemplos de preconceito contra evangélicos. A próxima temporada da série “Ó paí, ó”, da “Rede Globo”, vai explorar a imagem de um malandro que se transforma em pastor corrupto, que desvia dinheiro da igreja. O criminoso da ficção será interpretado pelo ator Matheus Nachtergaele. O expediente não é novidade.

Na novela “Duas Caras”, que foi ao ar no ano passado, Edivânia, uma evangélica interpretada pela atriz Suzana Ribeiro, incitava seguidores a atos de violência, organizou uma tentativa de linchamento e perseguiu com ódio os homossexuais. Retratada como fanática, rancorosa e extremamente intolerante, a atriz Suzana foi orientada a estereotipar o personagem e agir como louca nas gravações. Uma reportagem publicada na edição 833 da Folha Universal mostrou a indignação de líderes religiosos de várias denominações com a novela escrita por Aguinaldo Silva, que nega ser uma pessoa preconceituosa.

Em 1995, na minisérie “Decadência”, o ator Edson Celulari era Mariel, um homem que fica milionário 5 anos depois de fundar uma igreja. Mariel, além de ter casos amorosos com fiéis e obreiras da igreja, é baleado por outro pastor numa das cenas. Nesse mesmo programa, a emissora desrespeitou a Bíblia ao retratar o Livro Sagrado com um sutiã sobre ela. Representantes de várias igrejas evangélicas também se manifestaram contra o que consideraram uma perseguição. Distorcer a realidade usando a ficção é uma forma conhecida e velada de manipular o telespectador. Mas o telespectador percebe a verdade, reconhece os interesses presentes por trás das mensagens televisivas e, principalmente, não gosta quando tentam enganá-lo ou subestimá-lo.


A discriminação divulgada no youtube

O “youtube”, site de compartilhamento de vídeos da internet, traz uma série de vídeos que lembram como a “Globo” costuma discriminar os evangélicos. Um deles, com o título “Globo zomba de evangélicos” repercute o episódio de Edivânia, a evangélica apresentada como desequilibrada e insana na novela “Duas Caras”. O assunto, que expõe o preconceito religioso, mereceu destaque na revista “Veja” e foi discutido na “TV Record”, no programa “Domingo Espetacular”, que mostra como religiosos das mais diversas denominações se chocaram com a personagem caricata e agressiva. Entre líderes que chamam o personagem de aberração, que nada lembra os evangélicos, um deles, ligado à comunidade judaica, lembra que Hitler também começou a estereotipar os judeus para depois persegui-los. Também há humor nesses vídeos. Uma paródia do filme “A queda – as últimas horas de Hitler”, faz uma brincadeira para demonstrar como a “Globo” estaria desesperada com o avanço da “TV Record”.


Manipuladora da notícia

O jornalista Roberto Marinho, fundador das “Organizações Globo”, era chamado de “o fazedor de reis”. A expressão, extraída do francês “faiseur de rois”, demonstrava como ele utilizava do poder do monopólio da “Rede Globo” para influenciar a escolha dos principais mandatários do País. Roberto Marinho utilizava o poder de seus meios de comunicação para colocar a coroa na cabeça de seus escolhidos. A ausência de imparcialidade para noticiar os fatos ligados às principais eleições do País, tornou-se evidente em casos que se converteram em grandes escândalos nacionais. Em 1982, o Brasil vivia a “redemocratização” com as primeiras eleições após a Ditadura, e conheceu então o caso Proconsult. Durante as apurações da eleição para o Governo do Estado, no Rio de Janeiro, a “Rede Globo” divulgava os dados da empresa de tecnologia Proconsult, contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense para totalizar os votos.

A apuração se revelou uma fraude a favor do então candidato ao Governo, Moreira Franco, que era beneficiado com a transferência de votos nulos e brancos, e tentava barrar a eleição de Leonel Brizola. A fraude foi descoberta por uma apuração paralela e Brizola se elegeu governador.

Em 1989, a “Rede Globo”, mais uma vez, envolveu-se num episódio controverso que teria ajudado a eleger Fernando Collor de Mello na disputa à Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se da primeira eleição direta após a Ditadura Militar. Foi quando o “Jornal Nacional”, telejornal de maior repercussão da “Rede Globo”, exibiu um compacto do último debate entre Collor e Lula, portanto decisivo para a definição do voto dos eleitores, com uma edição que favorecia Fernando Collor, em detrimento a Lula. Depois de eleito, Collor deixaria o cargo envolvido numa série de denúncias.

Ainda na década de 80, a emissora demorou a reconhecer a força e a amplitude do movimento das Diretas Já. Enquanto o clamor popular em torno do voto direto para presidente ganhava as ruas, a “Rede Globo” parecia indiferente ao que foi a maior manifestação política da história brasileira, que mobilizou multidões em comícios nas principais capitais do País. Os manifestantes pró-diretas adotaram o slogan: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

No ano passado, durante a campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro, o jornal “O Globo”, das “Organizações Globo”, optou por dar destaque a uma pesquisa eleitoral em que o senador Marcelo Crivella aparecia em queda, ao invés de destacar uma pesquisa do Ibope, ironicamente encomendada pela “TV Globo”, em que ele aparecia virtualmente no segundo turno. A tentativa de eliminar Crivella da disputa foi alvo de críticas até mesmo dos outros concorrentes ao cargo.

A origem da “Rede Globo” já expõe ligações com a Ditadura Militar, como mostra o livro-reportagem “O ópio do povo”, escrito por quatro jornalistas, na década de 70. Mylton Severiano, um dos autores, lembra que, em 1965, no início da Ditadura, a “Globo” surgiu debaixo do que se chamava de “escândalo da Time Life”. Com sede em Nova York, a “Time Life” é um conglomerado de comunicação norte-americano que, segundo Severiano, teria colocado dinheiro, técnicos e até jornalistas norte-americanos para auxiliar a montagem da emissora, num acordo com Roberto Marinho. O problema é que o acordo burlava a Constituição do País, que proibia que grupos estrangeiros tivessem participação acionária em veículos de comunicação do Brasil. “Eles feriam o artigo 160 da Constituição. Isso era anticonstitucional. Era proibido ter estrangeiro ditando até o que a rede ia botar no ar, até jornalismo. Isso vem no bojo do golpe militar, da Ditadura, que começa 1 ano antes, em 1964. E a ‘Globo’, sintomaticamente, é um legítimo filhote da Ditadura”, disse Severiano à “TV Record”. O escândalo “Time Life” foi parar na Câmara dos Deputados. Os parlamentares aprovaram, por oito votos a zero, o parecer do relator e consideraram a transação inconstitucional, mas, mesmo assim, o negócio com a empresa norte-americana foi mantido.

Não é só na política que a “Rede Globo” costuma manipular informações. Em 22 de dezembro de 1995, há quase 14 anos, o “Jornal Nacional” exibiu uma reportagem de 9 minutos de duração, tempo elevado para os padrões do noticiário, em que prometia mostrar os bastidores da Igreja Universal.

Tratava-se, na verdade, de um vídeo gravado por um ex-companheiro do bispo Edir Macedo e ex-líder da IURD no Nordeste. As cenas registravam momentos de lazer dos principais integrantes da Universal. Peritos comprovaram depois que houve uma edição tendenciosa, com montagem e manipulação de algumas imagens, distorções no rosto de Edir Macedo e até erros elementares de informação: numa das cenas, o bispo contava notas de 1 dólar e o repórter disse que eram de 100 dólares. A própria “Globo” se corrigiu dois dias depois. No dia 11 de agosto deste ano, a “Rede Globo” voltou a exibir a mesma reportagem, mais de 14 anos depois, em seus ataques desesesperados.


Uso ilegal do dinheiro público

A marca “Globo” confere prestígio à família Marinho e costuma estar associada a vários projetos institucionais. Mas o que pouca gente sabe é que essa promoção é feita com o dinheiro público, ou seja, você é quem paga a conta. É o que acontece com o Museu do Futebol, em São Paulo. O projeto é da “Rede Globo” e da Fundação Roberto Marinho, mas foi feito com o dinheiro de empresas que deixaram de pagar impostos através da Lei Rouanet. A lei permite que essas empresas invistam parte do dinheiro, que pagariam em impostos, na promoção de cultura. Um dos problemas é que o Ministério da Cultura quer reformular a lei, pois detectou que é muito dinheiro público beneficiando pouca gente. A Fundação Roberto Marinho é contra a reforma da lei e os veículos ligados à família Marinho atacam a proposta de mudança.

No caso do Museu do Futebol, além do dinheiro dos impostos federais, a Fundação Roberto Marinho recebeu verbas da Prefeitura e do Estado de São Paulo, num total de R$ 21 milhões, sem licitação, ou seja, outras empresas não tiveram chances de participar.Deste montante, R$ 16 milhões que vieram do Governo do Estado foram destinados à uma organização social, criada para administrar o museu, batizada de Instituto da Arte do Futebol Brasileiro. No cadastro de pessoa jurídica, a organização tem sede no centro de São Paulo, mas num endereço fantasma. A “TV Record” investigou o endereço e o repórter recebeu a informação que tal instituto jamais funcionou no local. Funcionários do prédio foram taxativos ao dizer que tal empresa jamais funcionou, de fato, naquele endereço.

A Fundação Roberto Marinho alega que já se afastou do projeto do Museu do Futebol, mas não é exatamente assim. O presidente do Instituto é Leonel Kaz, ligado aos Marinho e que já atuou como consultor de um programa de calouros da “Globo”. O Museu do Futebol é apenas um dos 33 projetos em que a Fundação Roberto Marinho usou dinheiro público, num total de R$ 88 milhões.

Mas os benefícios da “Rede Globo” com dinheiro dos nossos impostos vão muito além. O Projac, complexo de estúdios da emissora dos Marinho, teria sido construído através de um empréstimo de R$ 40 milhões com a Caixa Econômica Federal, o que seria illegal, pois, por ser uma concessão pública, não poderia pedir empréstimo. Sem contar os R$ 284 milhões que o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) teria investido na “Globocabo”, empresa da família Marinho que controlava as operações de tevê a cabo do grupo Globo, que enfrentava dificuldades financeiras numa operação que foi muito contestada até por outros meios de comunicação, que queriam direitos iguais. As “Organizações Globo” negam o empréstimo, que foi alvo, inclusive, de uma reportagem de capa da revista “Carta Capital”.

Fonte: Folha Universal / Gospel+
Via: Portal Renascer
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