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terça-feira, 11 de maio de 2010

ADVOGADO CRISTÃO ESTÁ DESAPARECIDO

ADVOGADO CRISTÃO ESTÁ DESAPARECIDO

Advogado cristão foi solto, mas está desaparecido

CHINA (13º) - Gao Zhisheng, um advogado cristão de direitos humanos que foi liberto pelos oficiais chineses no dia 6 de abril, e que está desaparecido novamente desde 20 de abril, “definitivamente está nas mãos das forças de segurança chinesa”, afirma Bob Fu, da associação ChinaAid.

“Recebemos essas informações e estamos investigando. Até o momento, ninguém conseguiu localizá-lo. As forças de segurança chinesas precisam dar uma explicação”, diz Bob Fu.

Gao, levado pela primeira vez de sua casa na província de Shaanxi em 4 de fevereiro de 2009, e mantido incomunicável durante 13 meses, recebeu a permissão para telefonar para familiares e amigos em março último, um pouco antes de os oficiais o levarem para sua casa em Beijing, no dia 6 de abril.

Em uma coletiva de imprensa realizada em uma casa de chá em Beijing no dia seguinte ao de sua volta, Gao afirmou que queria rever sua família, que fugiu para os Estados Unidos em janeiro de 2009. Ele disse que não tinha mais forças para continuar com seu trabalho de ajuda legal e que não iria falar sobre como foi tratado enquanto esteve preso. Gao também contou para um repórter do South China Morning Post (SCMP) que ele esperava viajar para Urumqi em alguns dias, para visitar os familiares de sua esposa.

Testemunhas viram Gao saindo de seu apartamento e entrando em um veículo estacionado perto de seu prédio. O sogro de Gao confirmou que o cristão chegou em sua casa escoltado por quatro policiais, mas passou apenas uma noite lá antes de a polícia levá-lo novamente.

Gao telefonou para o seu sogro um pouco antes do horário em que deveria pegar o avião de volta para Beijing. Ele prometeu ligar novamente assim que chegasse em casa, mas não o fez.

Bob Fu acredita que a pressão internacional forçou as autoridades a permitirem que Gao aparecesse brevemente em público para provar que ele estava vivo antes de os oficiais o levarem novamente para prevenir que alguma informação vazasse sobre suas experiências do último ano.

Durante sua detenção em 2007, os sequestradores de Gao o torturaram e o ameaçaram de morte se ele falasse sobre a maneira como foi tratado. Depois, Gao descreveu sua tortura em uma carta publicada pela associação ChinaAid.

Gao atraiu a atenção das autoridades no início da última década quando começou a investigar a perseguição aos membros da igreja não registrada Falun. Em 2005, ele escreveu uma série de cartas públicas para o presidente Hu Jintao e para o Primeiro-ministro Wen Jiabao, acusando o governo de torturar os cristãos da igreja Falun Gong. Quando as cartas apareceram, as autoridades revogaram a licença de Gao e fecharam seu escritório de advocacia.
Ore por Gao e por toda sua família.
 
Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: Compass Direct
Via: Missão Portas Abertas

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VAMOS ORAR - MAIO DE 2010

VAMOS ORAR PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS - MAIO DE 2010



"Dá-me sabedoria e conhecimento, para que eu possa liderar está nação, pois quem pode governar este teu povo?" (2 Crônicas 1:10)


OBS.: O número ao lado dos
países indica a sua posição na


México - Serviços Cristãos
Dia 1 - De 4 a 8 de maio haverá um treinamento para pastores e líderes. Ore por essa atividade em Chiapas.

Dia 2 - Interceda pelos cristãos de seis regiões do país. Os católicos e as autoridades estão obrigando os evangélicos a cooperar com festas pagãs.


Dia 3 - Clame pelos futuros coordenadores em cada Estado do país para que sejam pessoas com amor para servir aos perseguidos.

Colômbia - Pastor desaparecido 
Dia 4 - O Pastor William Reyes, do norte da Colômbia, está desaparecido desde 25 de setembro de 2008, e sua filha mais velha está muito deprimida. Até fevereiro sua esposa liderou a igreja, mas, desde então, ela não recebe mais o salário de seu marido. O filho do casal deixou a universidade para trabalhar e ajudá-la. A família necessita de oração.  

Bangladesh (45º) - 43º - Distribuição de materiais 
Dia 5 - A Portas Abertas Internacional distribuirá mil exemplares da Bíblia entre as igrejas de áreas rurais. Ore para que a Palavra de Deus traga transformação às vidas daqueles que a receberem. 
Mianmar (23º) - (24º) - Alimentação necessária 
Dia 6 - Interceda pelos cristãos atingidos pela fome por causa do fenômeno conhecido como mautam (florescimento exagerado de bambu que afeta as colheitas). Eles também sofrem de problemas de saúde devido à fome. 
Sri Lanka (40º) - (36º) - Encorajamento aos cristãos
Dia 7 - Há um grande empenho em favor do projeto de lei anticonversão. Nossos irmãos no Sri Lanka necessitam de orações para que esse projeto de lei não seja aceito. 
Dia 8 - A Portas Abertas Internacional patrocina a produção de duas revistas cristãs destinadas a líderes e pastores tâmeis e cingaleses. Ore para que essas publicações sejam fonte de encorajamento, em especial aos pastores em áreas rurais mais distantes.
Vietnã (21º) - (23º) - Provisão divina 
Dia 9 - Os líderes de igrejas da região central do Vietnã viajam grandes distâncias para visitar e ministrar nas igrejas. Alguns deles ganharam motocicletas da Portas Abertas Internacional, o que os tem ajudado em seu ministério. Clame para que o Senhor fortaleça esses fieis líderes, no corpo e no espírito. 
Dia 10 - Um programa voltado para casamentos terá duração de cinco dias e será ministrado para as igrejas registradas. Ore para que os pastores e suas esposas sejam liberados de seus compromissos para comparecerem a este importante seminário. 
Quênia (50º) - (49º) - Perseverança em Cristo 
Dia 11 - A Igreja no nordeste do Quênia está se curvando à grande tensão causada pelo conflito entre tribos locais. Os cristãos são excluídos da sociedade, que é controlada pelo islamismo. Eles hesitam em compartilhar o evangelho com os muçulmanos. Portanto, interceda pelo Corpo de Cristo e para que seus líderes tenham ousadia, perseverança e unidade para alcançar sua região com o evangelho. 
Comores (16º) - (15º) - Segurança em Deus 
Dia 12 - Uma seita está subornando pessoas, oferecendo-lhes assistência financeira e outros benefícios. Ore para que os cristãos permaneçam firmes em meio a essas tentações e para que coloquem sua confiança em Deus para a provisão de todas as suas necessidades e, além disso, para discernir o que é certo e errado. 
Sudão (30º) - (30º) - Primeiras eleições 
Dia 13 - Em julho, ocorrerão as primeiras eleições no Sudão desde a assinatura do acordo de paz em 2005, que terminou com os 21 anos de guerra civil. A comissão eleitoral foi formada e o país está finalizando os preparativos para as eleições gerais. Ore para que estas eleições sejam pacíficas, livres e justas. 
Índia (26º) - (22º) - Em busca da paz 
Dia 14 - Clame pelas eleições gerais na Índia, para que o Senhor permita que haja um governo com os seus valores. Ore para que as forças extremistas sejam derrotadas e que a ideologia do ódio seja desmascarada. 
Doe hoje! 
Dia 15 - Cerca de 115 mil pessoas foram beneficiadas com treinamentos, além da distribuição de materiais, ajuda financeira etc. Isso só foi possível porque irmãos com o coração voltado à causa da Igreja Perseguida participaram doando, orando e intercedendo. Continue abençoando nossos irmãos que estão longe, mas que precisam muito de nossa ajuda. Doe hoje e muito obrigado por sua colaboração até aqui. 
Uzbequistão (10º) - (10º) - Vencer a pressão 
Dia 16 - Eleonora estava comemorando seu aniversário de 30 anos quando policiais invadiram sua festa e disseram que ela não podia realizar reuniões cristãs ilegais. Ela mostrou seu passaporte, provando que era seu aniversário. A polícia, entretanto, apreendeu livros cristãos encontrados na casa. Na semana seguinte ao aniversário, procuraram os convidados que estavam na festa e os obrigaram a redigir declarações sobre sua visita à Eleonora. Ore por ela, pois as autoridades podem acusá-la de atividades religiosas não-autorizadas.
Dia 17 - Interceda pelas esposas dos pastores e líderes cristãos. Alguns desses homens estão sob muita pressão das autoridades e tiveram de se esconder por algum tempo. Isso causa muito estresse nas famílias e algumas das esposas têm lutado contra a depressão.
Dia 18 - Na cidade de Qarshi, no sudeste do Uzbequistão, pais e filhos estão sob pressão. A polícia disse aos pais que eles correm o risco de perder o direito sobre os filhos se não pararem de levá-los a reuniões religiosas. Clame por sabedoria para os pais e coragem para as crianças enfrentarem a hostilidade e incompreensão. Ore, também, para que eles encontrem paz para seguir a Cristo.  

Península Arábica - Testemunho cristão 
Dia 19 - Ore por Marwan que se converteu recentemente, e para que permaneça firme em meio aos ataques do inimigo em um lugar que não apoia sua nova fé. 
Dia 20 - Louve a Deus por dois cristãos ex-muçulmanos, libertos da prisão e muito entusiasmados no compromisso com Cristo. Eles se reúnem com outros compatriotas cristãos para terem comunhão e apoio. Ore para que esse ajuntamento se torne uma igreja com uma liderança forte. 
Dia 21 - Ore pelo hospital Oásis, em Abu Dabi e para que sua presença como testemunho de Cristo permaneça forte e alcance os corações de muitos pacientes.
Irã (2º) - (3º) - Lembrança dos irmãos 
Dia 22 - Em junho, haverá eleições presidenciais no país. Ore para que o tempo até lá seja de tranquilidade e que não haja prisões e perseguição aos cristãos.
Dia 23 - Ore por Jamal, Nadereh e por Harmik que foram presos mas logo depois libertos. Peça para que eles e suas famílias se recuperem logo e mantenham a confiança no Senhor.
Dia 24 - Interceda por aqueles que ainda estão presos e são anônimos para o resto do mundo. Ore para que saibam que não estão esquecidos e continuem a depender do Senhor durante esse tempo difícil.
Iraque (17º) - (16º) - Unidade da Igreja 
Dia 25 - Clame para que os evangélicos sejam cheios de amor, humildade e respeito para com os outros e, especialmente, para com as igrejas históricas. Peça para que o Espírito Santo faça uma obra na vida das pessoas e que as igrejas se beneficiem de forma prática com a nova onda de evangélicos no país. 
Israel e Palestina - (42º) - Coragem para continuar
Dia 26 - Ore pelos judeus messiânicos que enfrentam provocação e discriminação por causa de sua fé em Jesus. Que eles sejam corajosos e ousados para compartilhar seu testemunho. Lembre-se especialmente dos cristãos em Arad. 
Dia 27 - Os efeitos da guerra de Gaza ainda são sentidos. Então ore por aqueles que tentam ajudar com alimento e outras necessidades básicas. 
Argélia (25º) - (19º) - Divulgação do evangelho 
Dia 28 - Interceda por Habiba Kouider. Ela ainda está aguardando pelo fim de seu processo judicial e pela sentença. Ela é acusada de "praticar ritos religiosos não-muçulmanos sem licença", de acordo com uma cópia escrita das acusações obtida pelo Compass. 
Dia 29 - Ano passado, ocorreu uma campanha da mídia para atacar a Igreja no país, mas alguns jornalistas corajosos se posicionaram a favor dela. Ore por eles. 
Brasil - Ore pelos cristãos brasileiros 
Dia 30 - Interceda pela irmã Miriam Guerrero. Há muito tempo está desempregada e com isso vieram os problemas financeiros. Ela cuida da avó e da mãe que já são idosas e dos dois filhos adolescentes. Ore para que Deus a fortaleça e para que ela consiga um emprego e tenha suas necessidades supridas.
Dia 31 - Corresponde Local da Missão Portas Abertas, Rogério Luiz precisa de oração por sua esposa, Sheila. Ela está com cálculo na vesícula e talvez tenha de retirar o baço por um problema que se arrasta há muito tempo. Além disso, seu filho Samuel está com suspeita de ter problema no fígado. Ore também para que ele consiga superar os problemas financeiros pelos quais está passando. 
Fonte: Missão Portas Abertas     

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A IGREJA CHINESA CRESCE RAPIDAMENTE

A IGREJA CHINESA CRESCE RAPIDAMENTE

A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo

CHINA (13º)
- Na 13ª posição da Classificação de países por perseguição, a China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta. A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto.

Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela Igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país.

Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.

A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques.

Motivos de oração

1. Louve a Deus pelo assombroso crescimento da Igreja. Ore para que a perseguição seja atenuada, para que materiais de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o avanço de heresias.

2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e pastores chineses que enfrentam noites de insônia, separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem.

3. O crescimento econômico chinês é visto como um grande desafio para a Igreja. Os cristãos chineses julgam que a perseguição é uma bênção. A principal preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos cristãos.

4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado, porém muitos são capazes de pregar e formar igrejas dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente que são até confinados na solitária para evitar que preguem o evangelho.

5. A Igreja sofre com a grande falta de unidade. Muitos líderes das igrejas registradas e das não-registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas não-registradas estão em pecado por agir contra o governo. Ore para que estas divisões entre os líderes sejam eliminadas e haja reconciliação entre eles.

6. A China sofre com a falta de recursos para a evangelização. Louve a Deus pelas muitas ferramentas de evangelismo que são levadas ao país todos os anos. Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos convertidos por cópia distribuída. Ore para que a quantidade de materiais levados ao país aumente.

Tradução: Missão Portas Abertas 
IRANIANOS ALCANÇADOS PELO EVANGELHO

IRANIANOS ALCANÇADOS PELO EVANGELHO

Iranianos estão sendo alcançados pelo evangelho

O ministério Elam agradece as orações pelas cristãs Maryam e Marzieh, que ainda estão enfrentando julgamento. Continue intercedendo por elas nessa fase decisiva. Enquanto esperamos mais informações, o ministério retrata outros casos no Irã.


Milhares de Novos Testamentos foram distribuídos no país durante o feriado de Ano Novo no fim de março. Muitas equipes de evangelistas testemunharam de Cristo. Em apenas uma cidade, 4.000 iranianos de férias receberam pacotes especiais que incluíam um Novo Testamento persa, um DVD da história de Jesus e literatura cristã. A resposta foi muito positiva. Isso demonstra a fome que os iranianos têm por Cristo.

Uma equipe abordou um jovem de cerca de 20 anos, compartilhou o evangelho, e lhe entregou um pacote. O jovem disse que estava interessado em saber mais sobre o cristianismo e sobre Jesus. Então, um colaborador conduziu o jovem até uma igreja onde ele conheceu alguns cristãos e ouviu seus testemunhos. O jovem voltou no dia seguinte e entregou sua vida ao Senhor. Ele disse que estava buscando Jesus há dois anos, e ficou impressionado por tê-lo encontrado enquanto estava de férias.

Ore por esse jovem, para que ele cresça em fé e para que seus familiares e amigos também recebam o evangelho. Ore para que outros que tenham sido alcançados pelas Escrituras estejam prontos para seguir a Cristo.

Ore para que o Senhor continue usando seu povo para levar o evangelho aos iranianos. Em 2010, o país subiu para a 2ª posição na Classificação de países por perseguição, e nossos irmãos precisam ser fortalecidos para continuar a obra em favor do Reino.

Fonte: Missão Portas Abertas

quinta-feira, 22 de abril de 2010

VAMOS ORAR - ABRIL 2010

VAMOS ORAR: PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS - ABRIL DE 2010

"Portanto, ore pelo remanescente que ainda sobrevive" (Isaías 37.4b)





OBS.: O número ao lado dos
países indica a sua posição na


Butão (12º) - Crescimento espiritual
Dia 21 - Os cristãos precisam entender sobre a santidade e o valor do casamento como uma aliança diante de Deus. Ore para que sejam discipulados nessa área, de maneira que famílias cristãs fortes sejam estabelecidas no país. Por vezes, maridos não cristãos impedem suas esposas de ir ao culto na igreja. Ore para que elas continuem crescendo em Cristo apesar dessa situação.

Dia 22 - Cristãos butaneses do idioma dzongkha praticam a fé de maneira secreta. Eles estão sujeitos a uma maior pressão para abandonar Cristo e voltar à sua antiga religião. Ore para que suportem a perseguição e permaneçam alegres por serem perseguidos por causa do evangelho.

Índia (26º) - Perseguição preocupante
Dia 23 - A Sociedade Evangélica da Índia liberou um relatório com os maiores incidentes violentos contra os cristãos no país. Segundo esse documento, em 2009 "houve 152 ataques contra cristãos". Ore para que no ano de 2010 a hostilidade contra os cristãos diminua.

Dia 24 - Interceda pelo sul da nação, especialmente pelos Estados de Karnataka e Andhra Pradesh, onde incidentes de violência contra cristãos vêm aumentando a cada dia. Ore para que a graça e a força do Senhor estejam sobre as pessoas que são perseguidas e também para que Deus fale ao coração dos perseguidores.

Líbia (22º) - Liberdade para servir a Deus
Dia 25 - Neste mês, um grupo de irmãos planeja visitar algumas igrejas no país para ter um momento de comunhão e encorajamento. Ore para que as reuniões sejam abençoadas e que o Senhor os guie durante toda a viagem. Peça a Deus para conceder maior liberdade e abertura para seu povo servir a ele, o Deus verdadeiro, na Líbia.

Indonésia (48º) - Sabedoria para pastores
Dia 26 - Recebemos relatórios de igrejas que estão sendo forçadas a encerrar suas atividades e se mudar para outros locais, apesar de estarem de acordo com os requisitos que a lei exige. Peça a Deus que dê sabedoria aos pastores para lidar com esse tipo de pressão e que os cristãos fiquem firmes em sua fé e não tenham medo.

Argélia (25º) - Ataque em igreja
Dia 27 - Ore por Mustapha Krirèche, pastor de uma igreja da cidade de Tizi Ouzou. Ele recebeu várias ameaças depois de sua congregação se mudar para um novo edifício. Desde o final de 2009, a igreja tem enfrentado inúmeros ataques, incluindo tentativas de incêndio. Os membros também têm que enfrentar muçulmanos bloqueando o portão para impedi-los de assistir ao culto.

China (13º) - Distribuição de material
Dia 28 - A World Expo 2010 será sediada em Xangai do dia 1º de maio ao dia 31 de outubro. Ore para que a distribuição de Bíblias de estudo, materiais de treinamento, materiais para jovens e outras livros cristãs não seja interrompida durante esse período. Em 2008, a segurança foi reforçada no período anterior e durante as Olimpíadas de Pequim, o que atrapalhou bastante o processo de distribuição.

Interceda pela Igreja brasileira
Dia 29 - Duas colaboradoras da Missão Portas Abertas e a esposa de um colaborador estão grávidas. Louve a Deus conosco por esse presente que ele concedeu às nossas irmãs. Ore para que o período de gestação delas seja tranquilo, e que as futuras mamães e seus filhos sejam saudáveis.

Dia 30 - Falta exatamente um mês para o DIP - Domingo da Igreja Perseguida. Ore pelos preparativos finais que os organizadores do evento e também a Missão Portas Abertas têm para concluir. Ore em especial pelas pessoas que ouvirão falar pela primeira vez da realidade da Igreja Perseguida. Que a mensagem toque seus corações e que um número maior de evangélicos brasileiros se engaje em favor de nossos irmãos que sofrem.

Fonte: Missão Portas Abertas

segunda-feira, 19 de abril de 2010

10º - UZBEQUISTÃO

10º - UZBEQUISTÃO

A igreja perseguida no Uzbequistão

O Uzbequistão está localizado na Ásia central, entre o Cazaquistão e o Turcomenistão. O território uzbeque é caracterizado pela presença de desertos arenosos e pontilhados por dunas que circundam vales intensamente irrigados ao longo dos rios Amu Dária, Sir Dária e Zarafshon. A pecuária ocupa quase metade do território do país, que apresenta um clima árido e não possui saída para o mar.

População

A população do Uzbequistão tem minguado nos últimos anos por conta da emigração de uzbeques para países vizinhos, em busca de trabalho. No entanto, ele ainda é o país mais populoso da Ásia Central.

Entre as principais cidades estão Tashkent, Samarqand e Bukhara, todas com séculos de história. As comunidades rurais, onde vive mais da metade da população uzbeque, são densamente povoadas.

A sociedade uzbeque lembra o Ocidente em muitos aspectos. O país adotou o calendário gregoriano e não existem mais casamentos arranjados. O uso da telefonia, televisão e de outros meios de comunicação está crescendo amplamente.

A esmagadora maioria da população é muçulmana. No entanto, muitos uzbeques praticam crenças supersticiosas debaixo da superfície islâmica, utilizando amuletos e seguindo tradições animistas.

Há um descontentamento cada vez maior no país, o que alimenta o extremismo religioso. O governo, por sua vez, tem adotado uma política de mão-de-ferro, não tolerando grupos religiosos que não tenham sido registrados.

Governo
Até o colapso do comunismo na década de 1990, o Uzbequistão era parte da União Soviética. Sua independência foi declarada em 1991 e uma nova Constituição foi promulgada no final de 1992.

O texto constitucional, no entanto, tem passado por diversas alterações. O atual sistema de governo é uma república presidencialista baseada em uma legislação derivada do sistema legal soviético, e o país ainda carece de um sistema judiciário independente.

Economia

O Uzbequistão era uma das repúblicas mais pobres da antiga União Soviética. Atualmente, ele é o segundo maior exportador de algodão do mundo e fornecedor de gás natural e ouro.

Além disso, as indústrias químicas e metalúrgicas do país formam um importante polo industrial na região. Mas sua situação econômica está se deteriorando rapidamente, uma vez que não foram realizadas as reformas necessárias. Junto a isso, o nível de corrupção e burocracia impede o crescimento econômico e sufoca iniciativas privadas.

O controle estrito sobre a agronomia é comum e, apesar de declarações sobre reforma agrária e privatização no setor, os fazendeiros não têm autonomia real. Para que haja uma reforma, é necessário que a corrupção seja combatida a partir das esferas mais altas da sociedade.

O Uzbequistão está na rota do narcotráfico, que vai do Afeganistão para o mercado russo e do Leste Europeu. O país luta contra a dependência química que atinge um número cada vez maior de habitantes.

A Igreja

O cristianismo foi difundido na Ásia Central pela Igreja Apostólica do Oriente, mas foi drasticamente afetado pelas campanhas militares de Tamerlão (o último conquistador da Ásia Central) nos séculos XIV e XV. Nos séculos seguintes, o islamismo passou a dominar as áreas conquistadas. Com tudo isso, o cristianismo é praticado hoje por menos de 10% da população uzbeque.

Antes de 1991 , quando o Uzbequistão se tornou um Estado independente, havia poucos cristãos. A Igreja Russa tinha de funcionar em segredo e a maioria de seus membros não tinha visão de evangelizar e compartilhar o evangelho com os uzbeques. Entretanto, no começo daquela década, os uzbeques começaram a buscar o Senhor. Gradualmente, uma Igreja começou a se formar, com um estilo de culto e evangelismo baseado em sua própria cultura.

Geralmente a Igreja cresce na família. Os parentes percebem a mudança que o evangelho causou em um parente e acabam abraçando a fé cristã.

Metade desses cristãos mantém sua identidade religiosa em sigilo. Os demais são ortodoxos russos que se mudaram para o país durante o domínio soviético. Muitos ortodoxos estão regressando para a Rússia, o que tem feito a Igreja no Uzbequistão diminuir.

O crescimento da Igreja nativa (formada por convertidos uzbeques) é rápido. O número de pequenos grupos cresce a largos passos.

A perseguição

O controle que o governo exerce sobre a Igreja é forte. Todas as comunidades religiosas têm de se registrar. Porém, para a Igreja protestante, esse é um processo longo, cansativo e quase impossível. Geralmente o registro é negado; às vezes, ele é concedido só para ser retirado novamente. Não há igrejas nativas uzbeques com registro (só as estrangeiras o possuem).

O governo não permite nenhum tipo de culto ou religião independente. Além disso, todas as formas de evangelização são proibidas. Líderes cristãos são constantemente vigiados e sofrem frequentes hostilidades no país.

A importação e impressão de livros no país são estritamente monitoradas e censuradas. As autoridades nacionais e locais confiscam livros cristãos no idioma uzbeque com frequência. Há altíssimas multas para aqueles envolvidos em distribuição de livros cristãos.

A televisão nacional transmite programas negativos sobre as igrejas. Como resultado, muitas pessoas sofreram pressões físicas e psicológicas na comunidade em que vivem.

Em 2006, o pastor pentecostal Dmitry Shestakov, foi condenado a quatro anos de prisão por promover atividades religiosas. Pediu apelo da sentença, mas este lhe foi negado. Foi dito que primeiramente a promotoria tentou acusar o pastor sob o artigo 216-2 do Código Criminal, que pune "violação da lei de organizações religiosas" com prisões de até três anos. Entretanto, a polícia secreta do Serviço de Segurança nacional ordenou que Dmitry fosse acusado de traição, uma ofensa mais séria.

"A polícia secreta estava particularmente irritada porque Dmitry estava pregando entre o povo uzbeque", disse um cristão. "Parece que eles estão se preparando para fazer do julgamento de Dmitry um aviso para os outros."


O caso do pastor Dmitry Shestakov é único no que diz respeito à perseguição de minorias religiosas na história recente do Uzbequistão. Quando as autoridades querem punir fiéis religiosos por sua atividade, elas geralmente abrem processos sob "violação da lei de organizações religiosas", ou "violação de procedimento no ensino religioso". A pena máxima para quem infringe esses artigos é de 15 dias de prisão, embora normalmente os religiosos sejam multados, em vez de irem para a cadeia.

No dia 7 de maio de 2007, Dmitry foi transferido da prisão de Andijan para um campo de trabalhos forçados em Pskent. Lá ele passou duas semanas em uma solitária por ter supostamente "violado regras internas". No dia 25 de maio, ele foi transferido novamente, desta vez para uma prisão em Navoi. Esta cidade fica bem longe de Andijan. As autoridades alegaram que a mudança aconteceu por causa de suposto mau comportamento. Os dias para a família de Dmitry não têm sido fáceis. Eles não sabem em qual prisão ele está. Enquanto isso, diversos membros da igreja do pastor estão sendo investigados e punidos.

"Quando Dmitry foi preso eu estava com medo", disse Marina, sua esposa. "Tive medo, não por mim e pelas minhas filhas, mas por meu marido. As crianças ainda não sabem expressar o sofrimento em lágrimas, sofrem por dentro. Eu disse que o pai não era culpado. Expliquei que sempre trabalhamos pela salvação do povo uzbeque e que esse era o preço a pagar", disse ela.

Motivos de oração

1. O governo controla a Igreja por meio da polícia secreta, solicitando o registro das congregações. Ore para que esse controle se suavize e para que a Igreja tenha mais liberdade e segurança para se reunir.

2. Os líderes uzbeques que são evangelistas ativos geralmente recebem "convites" da polícia para serem interrogados. Ore pela segurança desses líderes, e também para que eles perseverem na fé em Cristo.

3. A importação e a impressão de livros cristãos são atividades proibidas no país, mas a Igreja tem muita necessidade desse recurso. Ore para que haja abertura para a produção de material no país, e por maneiras criativas de suprir a Igreja enquanto houver opressão.

4. Interceda pelas esposas dos líderes cristãos. Seus maridos estão sob pressão do governo e tiveram de se esconder. Suas famílias têm ficado abaladas com isso, e muitas esposas têm de lutar contra a depressão.

Fontes
- 2008 Report on International Religious Freedom

- Países@

- Portas Abertas Internacional
- The World Factbook
Via: Missões Portas Abertas
9º - LAOS

9º - LAOS

A igreja perseguida no Laos
 
Localizado no Sudeste Asiático, o Laos é caracterizado por seu terreno extremamente montanhoso, apresentando poucas planícies e planaltos.

A fronteira norte do país faz parte da região conhecida como Triângulo Dourado (Mianmar, Laos e Tailândia), de onde sai grande parte da heroína consumida no mundo.

População
Mais de um terço (41%) dos laosianos tem idade inferior a 15 anos.

A maioria da população habita pequenos vilarejos rurais.

Há muitos grupos étnicos no país, mas eles se dividem em três grandes grupos: os laosianos da planície (68% da população); os laosianos do planalto (22%), e os laosianos das montanhas (9%). São faladas 82 línguas no país.

O budismo da escola theravada é a principal religião do país. Por ser considerado parte da vida da população, o budismo tem mais liberdade do que outras religiões nesse país comunista.

O Laos tem o 23º maior índice de mortalidade infantil do mundo. Acredita-se que 69% das crianças laosianas carecem de atendimento básico de saúde.

História
Em 1975, o Partido Comunista do Laos assumiu o controle, encerrando seis séculos de regime monárquico. Ele instituiu um regime socialista estrito alinhado ao do Vietnã. Seu sistema legal é baseado nos costumes tradicionais, na lei francesa, na prática socialista e na ausência de qualquer liberdade política. Mas, desde 1986, o país tem se aberto para investidores estrangeiros e iniciativas privadas.

O país continua a ter infra-estrutura subdesenvolvida, em particular nas áreas rurais. Não há estradas de ferro, seu sistema rodoviário é rudimentar, e as telecomunicações são limitadas. A agricultura garante 40% do Produto Interno Bruto do país e emprega 80% dos trabalhadores.

O Laos é um grande produtor de ópio, matéria-prima da heroína, mas a produção tem caído nos últimos anos.

A Igreja
Os missionários católicos chegaram ao Laos no século XVII. Em 1902, comunidades na Suíça enviaram uma missão ao sul do Laos, onde plantaram igrejas, começaram uma escola bíblica, e traduziram a Bíblia para o idioma laosiano. Em 1928, a pequena missão convidou a Aliança Missionária Cristã (AMC) para enviar missionários ao norte do país.

A entrada do comunismo em 1975 obrigou todos os missionários a deixarem o Laos. A AMC, entretanto, continuou a trabalhar no norte, e a missão suíça no sul. A população cristã naquela época era de dez mil pessoas. Depois do comunismo, mais de 50% abandonou o país.

Há aproximadamente 250 congregações protestantes no país. São reconhecidos apenas três grupos cristãos - a Igreja Evangélica Laosiana, os Adventistas do Sétimo Dia e os Católicos Romanos.

Embora não haja um número definido de cristãos, a maior parte dos estudiosos afirma haver de 100 a 120 mil evangélicos no país.

O maior grupo cristão é da tribo khmu (entre os laosianos do planalto), compondo 50% dos evangélicos. O resto está entre os hmong, bru, lao (entre os laosianos das montanhas). A maioria das igrejas está na zona rural. De fato, só três igrejas protestantes estão localizadas em cidades.

A taxa de crescimento estimada é de dois mil convertidos por ano. Sabe-se que há cristãos em 11 das 16 províncias.

A perseguição
Apesar de a Constituição laosiana conter princípios favoráveis à liberdade religiosa, o governo continua a restringir essa liberdade, forçando cristãos a renunciar a sua fé, aprisionando-os e fechando seminários.

Ainda vigoram proibições relativas à evangelização pública, à construção de igrejas e a ligações com organizações estrangeiras. Reuniões religiosas sem o devido consentimento das autoridades comunistas são proibidas e todos os grupos religiosos devem ser aprovados pelo crivo de uma organização controlada pelo Partido Revolucionário do Povo do Laos. Monges budistas têm reivindicado restrições ainda maiores à atividade cristã, e o governo tem apoiado esforços para levar cristãos a renunciar sua fé em favor do budismo.

Tem aumentado a perseguição contra os convertidos hmongs, que são normalmente considerados rebeldes contra o Estado. Desde novembro de 2006, 52 famílias hmongs foram presas. Destas, 27 pessoas ainda estão presas, e sete famílias fugiram. Em julho de 2007, 13 crentes hmongs foram assassinados.

Há algumas atitudes positivas. Ao longo dos dois últimos anos, a maior parte das igrejas que estavam fechadas foi reaberta. O governo central tomou medidas para educar as autoridades das provinciais na implementação das leis religiosas. Esse desenvolvimento conteve a perseguição em algumas áreas remotas.

Em outubro de 2008, foram libertados três prisioneiros cristãos da Província de Savannakhet, após várias semanas de detenção.

O pastor Sompong Supatto, 32, e dois outros cristãos, Boot Chanthaleuxay, 18, e Khamvan Chanthaleuxay, também 18, foram libertados contra a vontade do chefe da vila, que ameaçou dar pena perpétua a Supatto em uma prisão de segurança-máxima.

Supatto e outros quatro outros cristãos foram presos em julho de 2008. A polícia invadiu a igreja em que eles estavam reunidos e ordenou que 63 presentes parassem o culto, senão seriam presos por "acreditar e louvar a Deus".

Motivos de oração
1. Os cristãos sofrem com o impacto do comércio de drogas. As drogas constituem um grande problema para o Laos. Ore para que os cristãos laosianos sejam capazes de resistir às tentações associadas ao tráfico de drogas e para que sejam sustentados e protegidos em suas posições contrárias a esse comércio. Ore também para que os chefes do tráfico se convertam e abandonem essa atividade criminosa.

2. Os cristãos sofrem perseguição governamental. Ore pedindo que o governo garanta aos cristãos a liberdade religiosa prescrita na constituição e nas leis reconhecidas internacionalmente. Ore também pela libertação dos cristãos que estão presos e pela construção de novas igrejas.

3. Os cristãos têm oportunidades para evangelizar. Apesar das restrições, há muitas oportunidades de evangelização. Ore para que os cristãos testemunhem sua fé com ousadia e prossigam implantando novas igrejas. Especialmente, ore pela conversão de líderes do governo a fim de que uma grande mudança possa ocorrer no país.

4. Os cristãos são alvo de perseguição dos budistas. Peça a Deus para que o evangelho seja pregado entre os monges budistas e que a escuridão espiritual do budismo seja dissipada com a luz do evangelho.

5. Grupos minoritários são ainda mais perseguidos. Muitos cristãos que fazem parte das minorias têm sido intensamente pressionados a renunciar à sua fé. Ore para que esses cristãos permaneçam firmes e dêem um grande testemunho.

Fontes
- BBC Country profile
- Ethnologue.com
- Países@
- Portas Abertas Internacional
- The World Factbook
Via: Missões Portas Abertas
8º - MAURITÂNIA

8º - MAURITÂNIA

A igreja perseguida na Mauritânia

Banhada pelo Atlântico Norte, a Mauritânia está localizada no noroeste da África, entre o Senegal e o Saara Ocidental, possuindo ainda fronteiras com a Argélia e Mali. O território da Mauritânia abrange mais de um milhão de quilômetros quadrados, uma área equivalente a quatro vezes o Estado de São Paulo. O relevo mauritano é caracterizado principalmente pelas áridas planícies do deserto do Saara, ocorrendo algumas formações montanhosas.

População
De toda a população mauritana, 41% é de crianças com menos de 14 anos de idade.

Várias etnias compõem a população. Os mouros (árabes e berberes) são 30%; os negros (diversas etnias de origem africana) são outros 30%. E a mistura de mouros e negros completa os 40% restantes.

O islamismo assumiu o controle da região no século X e obteve êxito na conversão das tribos berberes. Quase todos os mauritanos são muçulmanos de tradição sunita, embora muitos também pratiquem tradições tribais.

História

A Mauritânia foi uma colônia francesa por séculos, mas obteve sua independência em 1960.

Em 1984, Maaouya Ould Sid Ahmed Taya tomou o poder em um golpe, e governou a Mauritânia com mão-de-ferro por mais de duas décadas. Uma série de eleições presidenciais realizada por ele foi vista amplamente como fraude.

Uma junta militar assumiu o poder no agosto de 2005, derrubou Taya, dissolveu o parlamento, suspendeu partes da Constituição e formou um governo de transição.

Em 19 de abril de 2007, a junta e o governo de transição entregaram o controle a Abdallahi, eleito democraticamente para a presidência. O presidente Abdallahi convocou o parlamento, devolvendo a ordem constitucional ao país.

Mas em agosto de 2008 o Exército depôs Abdallahi em um golpe de Estado e formou um conselho de Estado para dirigir a Mauritânia. O fato aconteceu depois de o presidente tentar demitir antigos comandantes do Exército.

O novo governo enfatizou a redução da pobreza, melhora da saúde e da educação e a privatização da economia.

Economia
A Mauritânia é um dos países mais pobres do mundo. Um terço das crianças é subnutrido, e quando há comida, é cara demais para que os pobres possam comprá-la.

Metade da população depende da agricultura e da pecuária para sobreviver. Muitos nômades e agricultores de subsistência tiveram de procurar sustento nas cidades durante a seca que assolou o país nas décadas de 1970 e 80.

O desemprego aflige 30% da população. Mais de 45% estão abaixo da linha nacional de pobreza. Apenas metade da população é alfabetizada.

A escravidão não foi oficialmente abolida até 1980; há ainda as acusações de bolsões de escravidão no interior. O sistema no qual o país se divide também dá margem para a escravidão: há tribos de guerreiros, tribos de músicos e tribos de escravos.

A Igreja
O cristianismo chegou à Mauritânia no início do século XX por meio de padres católicos e missionários. Os cristãos não chegam a 1% da população, somando apenas cerca de mil pessoas.

Há protestantes na capital, mas eles não têm sido capazes de iniciar nenhum trabalho de peso no país. A maior parte da atividade evangelística é dirigida a trabalhadores imigrantes da África subsaariana.

Não há igreja liderada por mauritanos. Os cristãos do país não conhecem muito do cristianismo, e têm princípios bastante influenciados pelo islamismo.

Há missionários no país. Todos eles estão envolvidos com o trabalho de organizações não governamentais (ONGs), ou possuem um emprego secular para garantir seu sustento.

A perseguição

As leis proíbem os mauritanos de ouvir o evangelho ou de se converter ao cristianismo. O governo se encarrega de manter o cristianismo longe do povo.

A lei diz que a apostasia (abandono do islamismo) resultará na morte do convertido, embora essa sentença não tenha sido executada (formalmente) nos últimos anos.

Há também artigos na lei de imprensa que restringem a impressão, a distribuição e a importação de materiais religiosos não-islâmicos, embora a posse pessoal desses materiais não seja ilegal.

A divisão da sociedade em tribos e castas dificulta ainda mais a vida dos convertidos. A tribo da qual o indivíduo faz parte é mais importante do que o país, pois as tribos existem bem antes de o país se formar. A atitude de se converter ao cristianismo é vista pela tribo como uma negação dos valores e da identidade do grupo. Isso faz com que alguns não queiram se converter, e que os convertidos não queiram revelar sua nova fé.

Novos convertidos são rejeitados pela família e pela tribo, e membros da tribo podem ser encontrados em praticamente qualquer lugar. As pessoas de origem cristã também sofrem opressão severa em sua comunidade.

Motivos de oração
1. Interceda pela jovem Igreja mauritana. Ore para que os cristãos amadureçam em sua fé. Algumas tentações, como dinheiro, podem influenciá-los a não manter seu coração puro e firme em Jesus.

2. Culturalmente, há muitas diferenças entre os grupos étnicos que compõem a população mauritana. Ore para que os líderes cristãos de diferentes etnias consigam superar as diferenças e se unirem no trabalho, tendo Jesus como exemplo.

3. A Igreja enfrenta muitas restrições em suas atividades. Ore para que o governo reveja sua posição e sustente a garantia constitucional de liberdade religiosa, permitindo a conversão de muçulmanos ao cristianismo sem ameaçá-los de morte.

4. Os cristãos sofrem com a miséria da nação. Ore para que cristãos estrangeiros ajudem a Mauritânia por meio de programas de desenvolvimento econômico e comunitário, o que poderia gerar boas relações entre a igreja e o governo.

5. A Igreja está diminuindo numericamente. Ore e peça que os poucos cristãos nativos, direcionados por Deus, tornem-se evangelistas ousados e compartilhem sua fé com outros mauritanos.

Fontes
- 2008 Report on International Religious Freedom
- BBC Country profile
- Países@
- Portas Abertas Internacional
- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Human Development Reports
- The World Factbook
Via: Missões Portas Abertas 
7º - IÊMEN

7º - IÊMEN

A igreja perseguida no Iêmen
 
O Iêmen localiza-se na Península Arábica e faz fronteira com a Arábia Saudita ao norte e com Omã ao oeste. O país situa-se sobre uma importante cadeia de montanhas que separa uma pequena faixa litorânea dos desertos ao norte e no interior da Península Arábica. O relevo é caracterizado pela presença de inúmeros vales onde se pode cultivar uma grande variedade de produtos agrícolas.

População
Os iemenitas, na maioria, são agricultores, pescadores ou artesãos que fornecem produtos aos varejistas das áreas urbanas. Os setores de serviços, construção civil, indústria e comércio ocupam menos de um quarto da força de trabalho. O desemprego é alto no país: 35% da população está desempregada.

No Iêmen, é comum o cultivo do khat. Quando suas folhas são mastigadas ou utilizadas em chás, produzem um efeito alucinógeno. Diz-se que é o vício em khat que paralisa a população iemenita, mergulhada em miséria e pobreza.

O Iêmen é o mais pobre dos países árabes, 42% da população está abaixo da linha nacional de pobreza. Há, porém, uma pequena elite, formada por pessoas extremamente ricas. O governo, dominado pela elite econômica, é repleto de heróis de guerra. O serviço militar é obrigatório no país e as bases militares estão espalhadas pelo campo.

O islamismo é a religião oficial do país. O norte é mais conservador e deseja a implantação radical da sharia (lei islâmica), enquanto o sul mantém uma posição mais moderada. Quase todos os habitantes são muçulmanos. Os zaiditas (seita xiita moderada) são 45% da população e os xafa"is (seita sunita) são 55%.

Por causa do alto índice de analfabetismo (50%), a TV e o rádio são recursos vitais para a transmissão de notícias aos iemenitas. Entretanto, o Ministério da Informação administra todas as transmissões por meio da Corporação Pública para Rádio e Televisão. Ele controla a maior parte da imprensa e financia alguns jornais. A imprensa é estritamente controlada, e jornais são frequentemente processados por causa de artigos políticos.

História
Impérios ligados ao comércio ocuparam o atual território do Iêmen entre 1200 a.C. e 525. No século X a.C., a região abrigou o Reino de Sabá, mencionado no Velho Testamento. O islamismo, por sua vez, chegou ao país no século VII.

A história do Iêmen é recheada de guerras. Até 1990, o Sul e o Norte eram duas nações politicamente distintas, embora fossem interligadas econômica e culturalmente. No fim da década de 1980, o Iêmen do Sul renunciou ao comunismo e iniciou um diálogo com o Iêmen do Norte, o qual resultou na unificação das duas nações em maio de 1990. Em 1994, o Sul tentou tornar-se independente outra vez, mas foi derrotado após dois meses de guerra civil.

Desde o fim de 2007, conflitos deixaram mortos no país, principalmente travados entre rebeldes e forças de segurança.

A partir de 2000, o país também passou a ser palco de atentados terroristas.

Em outubro de 2000, aconteceram dois ataques terroristas no território iemenita. No primeiro, o navio de guerra norte-americano USS Cole atacado no porto de Aden, e 17 norte-americanos morreram. Mais tarde, uma bomba explodiu na embaixada britânica. Os culpados disseram que o ato foi feito em solidariedade aos palestinos.

No ano seguinte, o presidente iemenita visitou os EUA e prometeu combater o islamismo. Como resposta, expulsou do país mais de cem estudiosos islâmicos estrangeiros, suspeitos de terem ligações com a al-Qaeda.

Entretanto, em setembro de 2008, outro ataque à embaixada - dessa vez, norte-americana, na capital - mata 18 pessoas.

Em 15 de março de 2009, outro atentado a bomba matou quatro turistas na cidade turística de Shibam, o maior reduto da Al-Qaeda no Oriente Médio, a quem os policiais atribuíram o atentado.

A Igreja
Enquanto o Iêmen estava sob o domínio do Império Romano, o cristianismo se estabeleceu na região, por volta do século IV.

O islamismo chegou à região no ano 630 e o país se tornou um califado. Com o avanço do islamismo, os cristãos foram expulsos.

Atualmente, há cerca de 3 mil cristãos no país, refugiados ou imigrantes na maioria. Na cidade de Aden, um porto ao sul do país existe três igrejas católicas romanas e uma anglicana.

Há pouquíssimos iemenitas convertidos. Eles ainda não estão organizados em uma igreja regular. Muitos deles chegaram ao conhecimento de Jesus Cristo por meio de transmissões radiofônicas. Eles mantêm suas identidades religiosas em sigilo, pois temem o que pode lhes acontecer se forem descobertos.

Missionários e ONGs cristãs afiliadas a grupos de ajuda operam no país, e a maioria deles restringe suas atividades às áreas médica, social e educacional.

A perseguição
A Constituição declara que o islamismo é a religião do Estado e que a sharia é a fonte de toda legislação.

O governo proíbe os não-muçulmanos de evangelizar. Sob o islamismo, na forma como é aplicado no país, a conversão de um muçulmano para outra religião é considerada apostasia, crime punível com a morte.

A perseguição é perpetrada principalmente pela família e sociedade, contra os muçulmanos que abandonam o islamismo.

Bilquis conheceu o evangelho quando ouviu uma rádio cristã. A mensagem tocou seu coração e ela desejou saber mais sobre o cristianismo. Surpreendentemente, ela descobriu que havia uma mulher cristã morando perto de sua casa e elas começaram a estudar a Bíblia juntas. Sua família, porém, suspeitou de seu interesse no cristianismo e a agrediu. Bilquis ainda se encontra com sua vizinha cristã, mas vive sob medo constante. Ela sabe que, se seus familiares descobrirem, será novamente agredida e ficará confinada dentro de sua casa.

Motivos de oração
1. Os iemenitas sofrem por não conhecerem o evangelho. O islamismo já domina o Iêmen por mais de mil anos. Ore para que o evangelho ganhe mais terreno no país.

2. São necessárias formas criativas de levar o evangelho ao Iêmen. Ore pelos cristãos que trabalham no país e têm a chance de testemunhar de forma discreta. Alguns têm obtido êxito em compartilhar as boas novas.

3. A única comunhão de alguns cristãos são os programas das rádios cristãs. Transmissões de rádio têm sido responsáveis por centenas de conversões secretas. Ore pela continuidade da eficácia das rádios e pelo desenvolvimento de métodos que promovam o relacionamento entre os cristãos que mantêm sua fé em sigilo.

4. Muitos convertidos iemenitas sentem-se completamente solitários, ainda que estejam rodeados por seus familiares muçulmanos. A descoberta poderia levar à prisão, condenação e até a morte. No entanto, sem ter ninguém com quem se relacionar, muitos convertidos correm o risco de abandonar o recém-descoberto relacionamento com Cristo.

5. Os lideres do país necessitam de um relacionamento com Jesus Cristo. Ore para que os governantes aprovem e cumpram leis que assegurem a liberdade religiosa, permitindo o livre exercício da religião e a evangelização. Peça pela conversão dos governantes.

Fontes
- 2008 Report on International Religious Freedom
- BBC Country profile
- Portas Abertas Internacional
- Países@
- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Human Development Reports
- The World Factbook
Via: Missões Portas Abertas
6º - AFEGANISTÃO

6º - AFEGANISTÃO

A igreja perseguida na Afeganistão
 
Sob diversas óticas, o Afeganistão é resultado de sua localização geográfica e de sua topografia. A cordilheira Hindu Kush corta o país ao meio e forma um esconderijo natural e uma barreira para os exércitos invasores. Os defensores afegãos só precisavam esconder-se atrás dessa barreira e aguardar o momento oportuno para atacar os inimigos.

Por outro lado, as montanhas do Hindu Kush têm evitado a disseminação do evangelho e de influências consideradas modernizantes, como o desenvolvimento tecnológico.

A população
Os pataneses compõem o maior grupo étnico e constituem aproximadamente 42% da população do país. O segundo maior grupo, com 27% da população, é formado de tadjiques, seguido por hazaras e uzbeques. Do total de 28,2 milhões de habitantes, 44,6% possuem menos de 15 anos.

Cerca de 99% da população é muçulmana e deste grupo 80% são sunitas. Há algumas minorias religiosas, incluindo os cristãos.

Antes dos conflitos de 2001, a maioria dos cristãos era estrangeira, mas estes se viram obrigados a abandonar o país com o início dos ataques norte-americanos. Sob o domínio do Talibã, os xiitas foram sistematicamente perseguidos.

História
O Afeganistão já foi disputado por diversos impérios, desde Alexandre, o Grande, até o Império Britânico.

Em tempos mais recentes, a autocracia monárquica deu lugar à República (1973), que, por sua vez, terminou com um golpe pró-marxista em 1978, seguido de uma invasão soviética. O conflito armado foi um desastre para o país e levou à retirada dos exércitos vermelhos no final da década de 80 e à queda do regime comunista em 1992.

A falta de união entre as fileiras guerrilheiras deu início a uma guerra civil e, ao longo da década de 90, uma milícia fundamentalista denominada Talibã obteve o controle de 95% do país, deixando que apenas uma pequena área ao norte fosse controlada pela inimiga Aliança do Norte.

Os ataques terroristas contra Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2001, tiveram grandes consequências para a história contemporânea do Afeganistão. Depois de os EUA exigir a prisão e a extradição do saudita Osama Bin Laden (hospedado pelo governo Talibã e acusado dos ataques), declararam guerra contra o Talibã e, a partir do dia 7 de outubro, passaram a bombardear massivamente o território afegão, enfraquecendo a milícia fundamentalista.

No final de novembro de 2001, o Talibã já havia perdido o controle de praticamente todo o país, com exceção da cidade de Kandahar, onde a milícia mantinha seu quartel-general.

As forças do Talibã se tornaram mais efetivas em 2006, e chegaram até a anunciar seu governo em algumas províncias.

Governo
Há uma tensão crescente entre o parlamento conservador e governo de Hamid Karzai em relação à liberdade de expressão e outros direitos humanos. Em janeiro de 2008, o conselho islâmico do Afeganistão alertou o presidente sobre a influência de grupos estrangeiros de ajuda humanitária e de novelas indianas. Também exigiram o retorno de execuções públicas.

Em fevereiro de 2009, a Comissão Eleitoral Independente marcou as eleições presidenciais para 20 de agosto. Entretanto, o mandato do atual presidente encerra-se em 21 de maio. Não se sabe ao certo o que acontecerá nesse entretempo.

Economia
A economia afegã foi arruinada por quase duas décadas de conflito. Guerras, terremotos e secas devastaram as estruturas do país. O inverno rigoroso de 2007/2008 e a seca no verão elevaram o preço dos alimentos, em especial da farinha e do arroz.

A agricultura é o maior setor da economia e a fonte de renda para a maioria dos afegãos. Mas boa parte desse setor é voltada para o cultivo da papoula, matéria-prima do ópio. Existem diversas tentativas de substituir essa cultura por outras plantações.

O narcotráfico é responsável por 60% da economia afegã. Essa atividade intensificou-se após a queda do Talibã, tornando o país responsável pela fabricação de 93% do ópio encontrado em todo o mundo.

Talibã
O Talibã intensificou suas atividades entre 2007 e 2008; uma delas foi um atentado contra a vida do presidente em 27 de abril de 2008. Fala-se abertamente sobre um possível golpe do Talibã

As milícias talibãs intimidam a população nas áreas rurais, fazendo "visitas noturnas", nas quais sequestram funcionários públicos e pessoas que se opõem em sua forma de pensar. O sequestro de trabalhadores de ajuda humanitária aumentou muito.

Tropas da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) e soldados afegãos têm combatido as milícias do Talibã, mas têm sofrido baixas significativas. Teme-se que, quando as forças da OTAN deixarem o país, o governo atual não sobreviva e comece outra guerra civil.

A Igreja

O cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat.

No entanto, o século XIV assistiu à erradicação do cristianismo por Tamerlão, último dos grandes conquistadores da Ásia Central e, desde então, a influência cristã tem experimentado períodos de ascensão e declínio.

Quando o presidente norte-americano Dwight Eisenhower visitou o país em 1959, ele pediu permissão ao rei Zahir Shah para construir uma igreja em Cabul para diplomatas e imigrantes cristãos. Em 1970 o país teve a sua primeira igreja cristã evangélica. Contudo, em 1973 o edifício foi completamente destruído e as fundações foram cavadas em busca de uma igreja subterrânea.

Afegãos se converteram com o ministério de missionários no país. Muitos dos convertidos eram deficientes visuais.

Com a tomada do poder pelo Talibã, todos os missionários cristãos e a maioria dos cidadãos ocidentais foram expulsos do país. Durante o governo Talibã, a pressão aos cristãos aumentou. Era permitido aos estrangeiros reunir-se em pequenos grupos nos lares, visando comunhão, mas atos evangelísticos e a participação de afegãos eram proibidos.

Obreiros cristãos foram expulsos do país; rádios e canais de televisão foram proibidos; e a Polícia do Vício e dos Bons Costumes monitora estritamente o comportamento religioso.

A Igreja tem grande necessidade de ensinamento. Algumas pessoas são cristãs há anos, mas não sabem a diferença entre o Velho e o Novo Testamento. Como é perigoso ter uma Bíblia em casa, é rara a oportunidade de se estudar a Palavra de Deus.

Em setembro de 2008 disponibilizou-se a tradução da Bíblia no idioma dari.

A situação daqueles que decidiram deixar o islã e dos considerados apóstatas continua difícil. Mas, apesar das lutas e obstáculos, a Igreja afegã está crescendo, ainda que de forma clandestina.

A perseguição
A princípio, todos os afegãos são considerados muçulmanos. O Artigo 3 da Constituição afegã sustenta que "Nenhuma lei pode ser contrária à crença da sagrada religião do islã".

A apostasia (abandono do islamismo) e a blasfêmia são crimes passíveis de morte. Por isso, convertidos e ateus podem ser condenados à morte.

Os não-muçulmanos residentes no país podem praticar a sua fé, mas não podem evangelizar.

Em maio de 2007, uma emenda à lei que regula a mídia afegã proibiu a promoção de qualquer religião que não fosse o islamismo.

Enquanto manteve o poder, o Talibã instituiu um governo teocrático com base em uma rigorosa interpretação da sharia. Quase todo o território afegão assistiu a uma vigorosa promoção do islã, que resultou em inigualável opressão contra a pequena comunidade cristã.

Alguns países, entre eles o Irã e a Arábia Saudita, têm apoiado o Afeganistão com o envio de líderes e livros religiosos e dinheiro. O país é lar para muitos muçulmanos radicais.

O controle exercido pela família é predominante. A sociedade afegã é dominada pela família estendida (que inclui avós, tios e primos) e há pouco espaço para escolhas individuais. Assim, a maior pressão contra os cristãos locais vem de suas próprias famílias e rede de relacionamentos.

Os convertidos sofrem uma enorme pressão. Em geral, eles têm três dias para se retratar e voltar ao islamismo; caso contrário podem morrer. Por isso, a maior parte dos convertidos guarda sua fé para si e só a compartilha com pessoas que consideram dignas de confiança.

Em novembro de 2008, insurgentes do Talibã assassinaram Gayle Williams, 34 anos. Ela foi morta a caminho do escritório por dois homens em uma motocicleta.

Em entrevista pelo telefone com a agência Reuters, eles citaram o aumento da "propaganda" do cristianismo como a razão do ataque.

Gayle tinha cidadania inglesa e sul-africana. Ela havia sido realocada recentemente para Cabul por motivos de segurança. Gayle era voluntária da agência Servindo o Afeganistão havia dois anos.

Um relatório da ONU declarou que houve mais de 120 ataques contra agentes humanitários somente nos primeiros sete meses de 2008. No total, 92 pessoas foram sequestradas e 30 morreram.

Em julho de 2007, 23 jovens missionários evangélicos sul-coreanos foram capturados na Província de Ghazi, sul do país.

O talibã exigiu que uma tropa sul-coreana (cerca de 200 homens) fosse retirada do Afeganistão, que fosse pago um resgate em dinheiro e que oito de seus militantes fossem libertos em troca dos reféns.

Dois dos reféns sul-coreanos, entre eles o pastor Bae Hyung-Kyu, foram mortos pelos radicais quando os prazos para o cumprimento das exigências expiraram. Em meados de agosto, os talibãs libertaram duas reféns doentes, como "um gesto de boa vontade".

Depois de seis semanas em cativeiro, as autoridades da Coreia do Sul fecharam um acordo com os rebeldes pela libertação de todos os reféns, em troca de que o país acelerasse a retirada de seu pessoal civil e militar do Afeganistão e contivesse o envio de missionários cristãos ao país.

Motivos de oração
1. Ore pelo povo afegão, em especial pelas crianças. Que elas cresçam em um ambiente pacífico, e tenham oportunidades de estudar.

2. Ore por obreiros cristãos afegãos e estrangeiros que se dedicam ao ensino espiritual e secular do povo.

3. Interceda pelos missionários envolvidos em ajuda humanitária e capacitação profissional dos afegãos. Eles correm riscos cada vez maiores de serem sequestrados e assassinados. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para eles e suas agências.

4. Agradeça pela tradução da Bíblia em dari. Que muitos afegãos tenham condições de adquirir um exemplar das Escrituras para si.

5. Ore pelas eleições governamentais do país e pelo futuro líder. Que ele seja um instrumento de Deus para trazer paz ao seu povo.

Fontes
- 2008 Report on International Religious Freedom (http://2001-2009.state.gov/g/drl/rls/irf/2008/index.htm)
- CIA Factbook 2008 (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/)
- Países@ (http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php)
- Portas Abertas Internacional
1 BBC (http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/7141170.stm)
Via: Missões Portas Abertas
5º - ILHAS MALDIVAS

5º - ILHAS MALDIVAS

A igreja perseguida nas Maldivas

A República das Maldivas é um grande arquipélago de 1.190 ilhas, localizado 1.600 km a sudoeste da Índia. Essas ilhas de coral agruparam-se em 26 atóis; 200 ilhas são habitadas, e 80 são resorts para turistas.

Os maldívios são uma mistura de indianos, cingaleses e árabes. Aproximadamente 18% da população é formada por imigrantes que trabalham na indústria do turismo. Aproximadamente 675 mil turistas visitam as ilhas anualmente.

Anni, o atual presidente do país, é um ex-prisioneiro político. Ele foi eleito nas primeiras eleições multipartidárias do país, em outubro de 2008.

Anni derrotou o presidente Maumoon Abdul Gayoom no segundo turno das eleições. Gayoom dirigia as Maldivas havia 30 anos, sendo eleito por seis vezes consecutivas.

Grupos de direitos humanos acusavam o ex-presidente Gayoom de dirigir um Estado autocrático. A prova disso foram as diversas manifestações violentas contra o governo que tomavam conta das ruas.

Em agosto de 2008, Gayoom ratificou uma nova Constituição a qual abria caminho para as primeiras eleições multipartidárias das Maldivas.

O turismo é a maior fonte de renda do país, responsável por 28% do Produto Interno Bruto. Mais de 90% da receita fiscal do governo vêm das taxas de importação e impostos relacionados ao turismo. A pesca é o segundo setor principal.

A Igreja
Acredita-se que o cristianismo seja praticado apenas por turistas e trabalhadores estrangeiros. Basicamente, os cultos são realizados por pequenos grupos que se reúnem em casas para leituras bíblicas informais.

A perseguição
Como o islamismo é a religião oficial das Maldivas, seu sistema legal baseia-se nas leis muçulmanas. Os direitos individuais são reconhecidos, mas não podem contrariar o islã. Consequentemente, a evangelização é totalmente proibida.

Até 1985, não havia cristãos conhecidos entre o povo maldívio, porém, nos últimos anos, pequenos grupos de novos convertidos têm se reunido para cultuar a Deus e estudar a Bíblia.

De acordo com a organização inglesa Christian Solidarity Worldwide, 50 cristãos maldívios foram presos devido à sua fé. As autoridades muçulmanas decidiram buscá-los e prendê-los após a transmissão de um programa de rádio cristão na língua local. Na cadeia, o grupo foi pressionado a renunciar à fé cristã e a retornar ao islamismo. Segundo informações, estes cristãos ainda foram forçados a participar de orações islâmicas e a ler o Alcorão.

A última prisioneira do grupo a ser libertada foi uma mulher de 32 anos, Aneesa Hussein. Antes de se converter, ela havia discutido e debatido a fé cristã por vários meses. A princípio, ela não via muita diferença entre o cristianismo e o islamismo, mas reconsiderou a questão quando seu marido divorciou-se dela. Aneesa orou por aquela situação e, segundo o relato de uma amiga, ao longo de algumas semanas Deus tocou o coração de seu marido para que ele não a abandonasse. Essa mesma amiga diz que Aneesa encarou a mudança como uma resposta de Deus e passou a querer saber mais sobre Jesus. Aos poucos, ela cresceu na fé e aprendeu a perdoar, e as relações com o ex-marido melhoraram.

Quando estava na prisão, um oficial ameaçou matá-la alegando que ela era infiel. Ainda assim, Aneesa relatou que sentia a presença real de Deus no cárcere e que estava consciente de que seus irmãos cristãos no mundo todo a apoiavam por meio de orações.

Informações fornecidas por adolescentes também foram responsáveis pelo início da onda de prisões nas ilhas. Um dos informantes era o próprio filho de Aneesa. Ela foi confinada em isolamento e advertida de que permaneceria na solitária até que retornasse ao islamismo. Ainda assim, ela disse ao seu marido: "Eles podem me manter na prisão por dez anos, mas jamais retornarei ao islamismo. Não há nada no islã para mim".

Os cristãos maldívios não ficaram surpresos com as prisões. Eles haviam lido sobre a perseguição na Bíblia, mas sabiam que o poder, o amor e a presença de Deus estariam com eles auxiliando-os a superar aquela situação. A fé daquele grupo provocou forte impacto sobre os demais maldívios. Pela primeira vez, viram seus compatriotas persistirem voluntariamente na fé cristã apesar dos sacrifícios, sofrimentos e hostilidades. Além da perseguição oficial, os cristãos também costumam ser marginalizados por suas famílias e muitos perdem seus empregos.

As Maldivas podem ser um paraíso turístico, mas, como a própria amiga de Aneesa diz, há padrões culturais muito sombrios debaixo da aparência idílica, e o perdão é algo raro. Além disso, as pessoas acreditam e se desesperam com o inferno, pois no islamismo há pouca esperança de se alcançar o céu. Na fé muçulmana, não há cruz, ressurreição ou salvação, e são poucos os sinais que indicam interesse ou amor de Deus pelo indivíduo.

Nesse momento, os maldívios estão começando a reconhecer que o poder de decidir qual é a suprema verdade para todos os cidadãos não deveria estar nas mãos de alguns poucos indivíduos.

Motivos de oração

1. A Igreja está perdendo convertidos ao islã. Ore pedindo vigor renovado para os cristãos, a fim de que possam descobrir novos meios de evangelizar e implantar igrejas.

2. A Igreja maldívia sofre com a falta de interesse mundial. Ore para que cristãos em todo o mundo desenvolvam uma visão pelas Maldivas, até mesmo para servir como missionários no país. Ore para que os cristãos do Sri Lanka desenvolvam ministérios evangelísticos que alcancem bons resultados nas ilhas.

3. A economia é baseada na atividade turística. Ore para que cristãos estrangeiros façam viagens de oração e de reconhecimento para as Maldivas, desenvolvendo e alimentando a visão da Igreja mundial sobre o país.

Fontes
- 2008 Report on International Religious Freedom
- BBC Country profile
- Países@
- The World Factbook
 
Via: Missões Portas Abertas